É só chegar o final do ano que o povo da "caixinha" aparece. É um tal de moço do lixo, moço da vigilância, moço que entrega cartas, moço do gás…..e lá se vai o Décimo Terceiro.

 

Fui visitar o amigão e vi por lá um post sobre caixinhas de natal, logo lembrei que isso já havia acontecido comigo e não gostei nem um pouco.

 

Explico, certa vez quando ainda morava com minha mãe, passou um gari com um envelope e me entregou, fiquei sem entende, agradeci e fui entrando em casa.

- Moça?

- Oi!?

- A senhora tem que ler o envelope! Virei o bendito e li, tinha escrito que dia tal o gari passaria recolhendo a caixinha do Natal. Ok!

 

 

Na época eu trabalhava como funcionário em uma empresa e como todos os brasileiro estava sonhando com meu 13º para comprar umas coisas pessoas, enfim… chegou o dia da coleta e eu não fui lá fora entregar o envelope com o pedido dinheiro dentro, falei que minha mãe tinha saído e o gari ficou xinngando até as plantas.

Moral da história

Eu não concordo com esse tipo de caixinha não, o gari trabalha do mesmo jeito que eu, que você, não é porque ele cata lixo nas ruas que ele é menos valorizado que uma secretaria que trabalha no ar condicionado em uma empresa. Garis ganham bem, até melhor que vendedores de loja, recepcionistas e secretarias (pelo menos aqui na minha cidade), se ele desvaloriza seu trabalho é problema dele, não meu.

 

Tantas pessoas que precisam de emprego e não tem, tantas famílias precisando de um pão, porque tenho que dividir meu 13º com outro trabalhador que também recebeu seu 13º? Para ele encher a cara de bebida, brigar com a esposa e sentir-se o rei do lixão? faça-me o favor!

 

Sou contra isso, principalmente quando é feito dessa forma. Isso é exploração,  persuasão. se você quer agradar um gari, a atendente da padaria, faça por vontade não porque ele deixou um envelope na sua casa e marcou data para ir buscar. Que coisa mais feia.